Turismo & Lazer
Prontos para ir? Índia Portuguesa, Butão e Etiópia
Há viagens que ficam a viver dentro de nós, mesmo depois de regressarmos. As que Margarida Sampayo irá partilhar são dessas.
O desafio era escolher apenas uma, mas não conseguiu. Por isso, a partilha destes três destinos.
Começará pela Índia (portuguesa), passará pelo Butão e seguirá até à Etiópia. Três destinos aparentemente distantes entre si, mas unidos nesta viajante.
Na Índia (portuguesa) — Goa, Damão, Diu — encontrou algo inesperado: sentiu-se em casa a milhares de quilómetros de Portugal. Reconheceu pedaços de si que nem sabia que ali estavam, e percebeu ali que a História continua viva.
No Butão, um pequeno reino do Himalaia que escolheu medir a riqueza pela Felicidade Interna Bruta, e não pelo produto interno, subiu ao Ninho do Tigre, suspenso a mais de três mil metros. Foi um momento único e inesquecível que continua a ecoar em Margarida.
Por fim, a Etiópia, onde viajou até ao mítico reino do Preste João, essa lenda que tanto fascinou os navegadores portugueses. Sobre este território, Margarida diz-nos: "esqueçam tudo o que acham que sabem sobre a Etiópia. É um lugar único e surpreendente".
Sobre Margarida Sampayo, mediadora cultural e artista, pelas suas próprias palavras:
Viajar é a forma que encontrei de continuar, fora dos museus, a fazer aquilo que mais gosto de fazer dentro deles: construir pontes, ir ao encontro do outro e voltar com uma história para partilhar.
Sou mediadora cultural e, sempre que consigo roubar tempo a isso, também artista. Licenciei-me em Artes Plásticas – Pintura, na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, e desde cedo percebi que o que mais me fascinava não era só criar, mas também construir pontes entre o património e as pessoas. Fiz uma pós-graduação em Curadoria e Programação das Artes, na Universidade Católica Portuguesa, e outra em Museologia, na Nova de Lisboa.
Desde 2011 que trabalho em museus. Já fiz várias coisas, mas algo em comum entre todas: contar histórias e criar ligações.
E depois há as viagens. Adoro viajar — sempre adorei — e talvez seja porque, no fundo, é a mesma procura: a de compreender um lugar, uma cultura, uma fé, de dentro para fora, e não apenas de olhar de fora para dentro.
Partimos nesta viajem juntos?
Até sábado!